A brincadeira poderia não ser tanta a julgar pelas propriedades que a investigação nos revela dia a dia.
Azeite virgem ou não, esquecê-lo ou lubrificar-se bem …
A nossa linguagem quotidiana redobra os sentidos recorrendo ao azeite, ás suas propriedades e características.
Talvez pelo quotidiano da sua presença, a par do seu dom potencial para facilitar-nos quotas de prazer ao paladar, tem vindo a subir a sua cotação no universo sensual.
Para começar, o azeite não se livra da honra de pertencer a uma longa lista de alimentos a que se atribuem propriedades afrodisíacas.
Até o estado de Israel publicita a venda do seu azeite extra virgem e “kosher”, (que está de acordo com a lei judaica), naturalmente fazendo referência ás suas propriedades afrodisíacas.
Não fazendo menção ao seu conteúdo de vitamina E, como possível explicação, vitamina que também tem sido abusada das suas propriedades pró sexuais.
Certo é que se diz que tantos alimentos são afrodisíacos, que unicamente o que parece óbvio é que uma boa alimentação – em quantidade e qualidade – nos situa nas melhores condições para o gozo sexual.
Não é menos sensual o uso do azeite como lubrificante corporal, inclusive genital.
Com tal fim são comercializados com diversos aromas para satisfazerem o capricho da ocasião.
Não termina aqui as virtudes do azeite.
Nobuyo Maeda e Jesús de la Osada – esposa e colaborador respectivamente, do Dr. Oliver Smithies, prémio Nobel da Medicina em 2007 – investigam há anos, as propriedades do azeite, por exemplo no atraso do desenvolvimento da arteriosclerose.
Em concreto, o azeite possui componentes altamente benéficos para tratar enfermidades cardiovasculares, o cancro e o envelhecimento precoce.
Estes investigadores apresentaram em 2008, no 2º Congresso Internacional sobre o Azeite e a Saúde, celebrado entre Córdoba e Jaén, as novas linhas de investigação sobre os efeitos do azeite, também, sobre as enfermidades metabólicas, cujos dados estão a contribuir, sobre os benefícios para o controlo da obesidade, da síndrome metabólica, da diabetes e das disfunções sexuais.
No caso da saúde sexual, recordo que a capacidade de adaptação aos diferentes estados, desde o repouso até à excitação e ao orgasmo dos genitais, se deve ao tecido eréctil que os constitui.
No homem, os chamados corpos cavernosos e o corpo esponjoso e na mulher, o clítoris e as suas raízes – que se estendem consideravelmente sob os lábios maiores – assim como os próprios lábios menores (chamados ninfas) da vulva, são estruturas ricamente vascularizadas (ou seja, constituídas em grande parte por tecido vascular), de forma que possuem a capacidade, como resposta aos pertinentes estímulos nervosos, de acumular sangue durante as fases de excitação sexual, o que se vai traduzir na erecção do pénis e do clítoris respectivamente, assim como o incremento da lubrificação vaginal feminina.
É fácil concluir pois, que tudo o que favoreça o estado de saúde do sistema vascular está, além do mais, a promover a saúde sexual.
É por isso que também as dificuldades na capacidade de resposta de erecção do homem, constituem o que se denomina um “sintoma sentinela” de possíveis transtornos vasculares, posto que, com frequência, cerca de doís a três anos antes de outra sintomatologia, tende a aparecer a disfunção eréctil no homem com problemas vasculares.
À longa lista de contribuições para a saúde sexual do azeite, não nos podemos esquecer o que saiu do grupo de investigação, chefiado pelo professor de Química Orgânica, Andrés García-Granados, da Universidade de Granada, que parece terem descoberto que o ácido maslínico, produto natural extraído do azeite, tem a capacidade de inibir a acção de propagação do vírus da SIDA, impedindo que este forme novas cópias que se expandem pelo corpo humano.
Este achado abre a possibilidade de desenvolver novos fármacos para o tratamento da SIDA.
Com isto não se pense que o azeite impede o contágio.
Sendo o nosso país um produtor de azeite, ainda que carente das quantidades que consumimos, parece sensato aproveitarmos então este elemento básico da chamada dieta mediterrânica, que por dentro, ingerido, além de nos dar prazer ao paladar, contribui para a promoção da nossa saúde sexual e por fora, sensualmente aplicado sobre o ou um corpo, suscita e amplia a nossa capacidade erótica, incitando-nos ao enlace do prazer.
Para tua introspecção:
- Já consideraste alguma vez o consumo de azeite, atendendo ás suas propriedades sobre a saúde sexual?
– Quando compras azeite, tens em consideração que a sua compra pode beneficiar-te a nível de saúde sexual?
– E o que fazes quando escolhes um menu romântico num restaurante?
Postado por xistosa - (josé torres) às 00:02
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